Uma breve introdução ao Movimento Maker

22/08/2017

A antiga oficina de garagem, outrora focada em projetos pequenos e reparos de utensílios domésticos, tem se modernizado, ganha novas ferramentas e, há quem diga, promete fazer uma nova revolução industrial. Os chamados Makers, no controle de máquinas 3D, de corte a laser, microcontroladores programáveis, softwares de modelagem, ou mesmo os velhos martelo e serrote, desenvolvem projetos, ensinam técnicas e trocam experiências pela internet. Eles resolvem tanto problemas quotidianos quanto criam soluções para problemas complexos, como a captação de energia sustentável ou mesmo o desenvolvimento de próteses a baixo custo.

Estes projetos se dão sob a guarda do Movimento Maker. O marco do seu surgimento é atrelado ao lançamento da revista Make Magazine, em 2005, e a Maker Faire, uma feira anual que reúne diferentes Makers para troca de experiências, apresentação de projetos e desenvolvimento de negócios. Os Makers normalmente tendem a atuar de forma multidisciplinar e, portanto, a comunidade é composta por uma infinidade de profissionais com diferentes habilidades, desde biólogos, engenheiros e designers a artistas visuais e músicos. A premissa do movimento parte da idéia de que é possível resolver problemas "colocando a mão na massa", fazendo. Qualquer indivíduo pode contribuir e trocar experiências sobre como fazer e como melhorar o que já foi feito.

O Movimento Maker pode ser facilmente tratado como um novo nome para um conceito antigo: o Do IT Yourself ou o Faça Você Mesmo. Mas a verdade é que se trata de uma evolução tecnológica do conceito. O Movimento Maker se apropria de novas tecnologias de produção e comunicação para desenvolver e transmitir conhecimentos. A capacidade de processar materiais longe das tradicionais fábricas, com baixo investimento além da possibilidade da criação de objetos únicos são aspectos que atraem tantos adeptos ao movimento.

A premissa do movimento parte da idéia de que é possível resolver problemas 'colocando a mão na massa', fazendo. Qualquer indivíduo pode contribuir e trocar experiências sobre como fazer e como melhorar o que já foi feito" 

A difusão de conhecimentos ligados à produção, processamento e distribuição de produtos também são elementos fundamentais para o sucesso e engajamento das pessoas ao Movimento Maker. O compartilhamento de técnicas é algo comum e apreciado entre os Makers. Tutoriais que vão desde a montagem e modelagem de peças à programação de microcontroladores são amplamente disponibilizados na internet. Isto constitui, entre os adeptos do movimento, uma ampla rede de auxílio e apoio, o que sustenta um ecossistema propício à criação de novas idéias com novas formas de manipulá-las e alterá-las.

Por ser um conceito que induz à inovação, os processos e ferramentas do Movimento Maker são amplamente usados por empresas em todo mundo. A EQUINOX Engenharia e Design acredita na capacidade multidisciplinar do movimento e da rede de apoiadores para encontrar soluções transformadoras e sui generis. Além disso, a EQUINOX utiliza outros métodos como o Design e Lean Thinking, Slow Design e a estrutura FabLab que será tema do próximo artigo.